Empresário que reagiu a assalto em PG terá conduta investigada

A Polícia Civil abrirá um novo inquérito para investigar o empresário que reagiu a um assalto e deu cinco tiros em um suspeito armado. O assaltante foi internado em estado grave.

O caso aconteceu no dia 13 de junho no bairro Neves, em Ponta Grossa, e foi registrado pelo circuito de câmeras de segurança da loja de aparelhos de celular onde o caso foi registrado.

A Justiça determinou que um novo inquérito seja aberto para apurar a conduta do empresário, que tem 29 anos. De acordo com o delegado Luiz Gustavo Timossi, o procedimento será feito pela delegacia de homicídios.

A ordem para abertura do inquérito partiu do juiz Hélio Cesar Engelhardt, que ainda converteu a prisão do suspeito de roubo de flagrante para prisão preventiva.

O acusado baleado tem 23 anos e segue internado em estado grave, estável, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Regional da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG), segundo a assessoria do hospital.

Ele está sob escolta da Polícia Militar (PM) e deve ser ouvido pela polícia e encaminhado à Cadeia Pública de Ponta Grossa depois que sair do hospital.

De acordo com o juiz, o suspeito possui três condenações anteriores por tráfico.

O suspeito foi indiciado por tentativa de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo

Até a publicação desta reportagem, ele ainda não possuía defesa constituída.

O delegado Lucas Andraus, responsável pelo inquérito do assalto, entendeu que o empresário agiu em legítima defesa, cumprindo os requisitos previstos no Código Penal, que afirma não haver crime quando o fato é praticado em legítima defesa.

Andraus também ressalta que a arma de fogo do empresário é registrada. Por esse motivo, ele podia mantê-la no interior do estabelecimento pelo qual é responsável, nos termos do artigo 5º, da Lei 10.826/03. Neste caso, não havia posse ilegal.

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