Trabalho infantil apresenta queda em Ponta Grossa

Nossas crianças e adolescentes merecem ter acesso à educação, ao brincar e ao convívio familiar, afirma a prefeita Elizabeth Schmidt

Comemorado em 12 de junho, o Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002, na apresentação do primeiro relatório global sobre o trabalho infantil, na Conferência Anual do Trabalho. Aproveitando a data, o Serviço de Abordagem de Crianças e Adolescentes, da Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG) apresenta um panorama do trabalho realizado em Ponta Grossa nos últimos meses.

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, ressaltou a importância de combater essa prática e garantir um futuro digno para as futuras gerações. “O trabalho infantil precisa ser combatido de forma incansável. Nossas crianças e adolescentes merecem ter acesso à educação, ao brincar e ao convívio familiar. É nosso papel enquanto sociedade garantir esse direito fundamental e criar um ambiente onde eles possam crescer de forma saudável e segura”, ressaltou a prefeita.

A presidente da FASPG, Tatyana Belo, explica que para a Política de Assistência Social o trabalho infantil é entendido como uma violação de direitos, por isso a importância de divulgar o que é o e quais as formas de Trabalho Infantil, visto que historicamente essa situação de trabalho de crianças e adolescentes é vista de forma distorcida pela sociedade que muitas vezes enaltece e até incentiva essas situações.

“Realizamos no dia 6 deste mês, uma palestra com o objetivo de esclarecer os riscos do trabalho infantil e do trabalho irregular do adolescente, para evitar a exploração dessa mão de obra. Aproveitamos essa data para divulgar informações referentes ao Serviço Especializado em Abordagem Social de Crianças e Adolescentes, desenvolvido pela FASPG e em funcionamento no município desde outubro do ano passado.”, disse Tatyana.

Nestes meses, o serviço realizou 68 cadastros, sendo 44 do sexo masculino e 24 do sexo feminino. Grande parte das crianças abordadas e cadastradas residem no bairro Neves. Thais do Prado Dias Verillo, diretora do departamento de proteção social especial, comenta que, de acordo com o levantamento, a quantidade de abordagem manteve uma média de 50, entre os meses de outubro a dezembro. Enquanto em 2024, chegou a 79 no mês de janeiro e 83 em fevereiro, baixando para 31 em abril e 26 em maio.

A redução acontece também na quantidade de pessoas abordadas. Nos meses de outubro a dezembro de 2023, foram efetuadas uma média de 30 abordagens referentes ao trabalho infantil. Já em 2024, no mês de janeiro chegou a 42 pessoas, reduzindo para 17 no mês de maio, de maneira gradativa.

“O número de abordagens, ele é o total de abordagens feitas no mês; o número de pessoas abordadas é diferente, pelo fato das mesmas poderem ser abordadas mais de uma vez durante o mês. A redução na necessidade de abordagens e da quantidade de pessoas abordadas demonstra que o trabalho realizado surte resultado prático, com a diminuição de casos na cidade”, explica Thais.

O Serviço de Abordagem de Crianças e Adolescentes funciona de segunda a sexta-feira das 13h às 20h e finais de semana e feriados das 9h às 17h, é ofertado de forma continuada e programada que realiza busca ativa em vias públicas como ruas, avenidas, praças, comércios, entre outros locais onde se identifique crianças e adolescentes em situação de trabalho e/ou mendicância, acompanhados ou não de um adulto.

Para denúncias, os munícipes podem entrar em contato pelo telefone de plantão: (42) 98882-5514.

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